Pele de Atleta

A Academia Europeia de Dermatologia divulgou em uma publicação recente um tema bastante relevante na atualidade: as manifestações cutâneas que os atletas de crossfit podem apresentar.

O Crossfit é um movimento popular de fitness que foi classificado como um dos esportes que mais crescem no mundo! Tenho certeza que muitos aqui tem vários amigos amantes dessa modalidade de atividade física!

Os atletas de crossfit são submetidos a treinamentos de alta intensidade envolvendo atividades de atrito e carga pesada e estão expostos a manifestações cutâneas traumáticas, alérgicas, infecciosas ou ambientais.

Apesar da crescente popularidade do crossfit, não vemos na literatura muitas publicações abordando esse tema.

Manifestações cutâneas comuns observadas em atletas de crossfit devem ser consideradas na avaliação clínica e podem não ser inicialmente totalmente óbvias tanto para o clínico quanto para o paciente como causa inicial da doença de pele que ele está apresentando.

Lesões cutâneas traumáticas são extremamente comuns na comunidade esportiva, incluindo a de crossfit, e geralmente ocorrem secundárias ao uso de equipamentos esportivos, como halteres. O espessamento da pele surge como uma resposta protetora ao trauma crônico e se apresenta em diferentes locais, de acordo com o tipo de exercício e com a espessura da pele da região do corpo, por exemplo, o espessamento da pele sobre a região superior central das costas, nas clavículas ou na região do meio da coxa podem ocorrer devido a exercícios explosivos de sustentação de peso. A pele das mãos ou dos pés também pode ficar mais espessa quando essas áreas do corpo são expostas ao atrito repetido devido a corrida, puxões de corda ou levantamento de pesos. As bolhas de fricção podem ocorrer secundárias a qualquer exercício que envolva forças de fricção repetitivas, incluindo corrida ou levantamento de peso. Os vergões localizados na pele, caracterizados por lesões levemente elevadas e com topo plano, podem ocorrer nas costas, pernas ou braços sendo secundários aos exercícios de pular corda, e nas batidas na pele sem perceber ao longo do treino. Além disso, exercícios que envolvem uma corda muito forte podem resultar em cicatrizes profundas da pele podendo acometer além da derme, até tecidos subcutâneos.

Tanto atletas profissionais, quanto atletas de fim de semana estão vulneráveis a infecções cutâneas associadas indiretamente a prática esportiva, sejam infecções bacterianas ou fúngicas.

A micose superficial da pele é presente em uma grande maioria dos atletas, com um risco maior especificamente entre os corredores. Não à toa é chamado de “pé de atleta”. Uma vez que nos pés acaba por se apresentar um ambiente quente, escuro e úmido de suor, propicio para a proliferação de fungos!

Outro ponto importante é a exposição solar. Alguns centros de crossfit estão localizados em cidades de clima tropical, onde predominam dias ensolarados e quentes e oferecem aulas em grupo ao ar livre. Assim, longas horas ao sol podem expor os atletas a altos níveis de radiação ultravioleta, predispondo esses indivíduos a um risco maior de câncer de pele. Atletas de crossfit que treinam em ambiente externo devem ser aconselhados sobre a importância da proteção solar.

Assim como outras práticas esportivas, o Crossfit é uma modalidade de se praticar atividade física. Tomando os devidos cuidados, pode ser praticado com segurança e manter a qualidade de vida!

Fonte: https://www.eadv.org | http://www.boaforma.abril.com.br

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