Plano de voo: Chapada Diamantina – parte 1

Férias!! Nem acredito!! Seja uma longa temporada fora ou bate e volta no fim de semana, viajar espairece, relaxa, enriquece culturalmente, abre horizontes. Minhas férias seriam curtas, então o jeito seria optar por um roteiro que pudesse aproveitar o máximo. Queria um roteiro mais ecológico dessa vez, nada de cidades grandes, queria algo com um pouco mais de aventura. Dividida entre a Chapada dos Veadeiros e a Chapada Diamantina, pesquisei e perguntei para alguns amigos, e a escolha ficou com a Chapada Diamantina!

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Fiquei impressionada com a grande diversidade de atrativos naturais e culturais em um único pedaço desse nosso Brasilzão.  Morros cinematográficos, cachoeiras gigantescas que por conta das chuvas estavam com um volume muito maior que o usual, lagos de água cristalina, grutas com águas tão azuis que pareciam efeito de filme de cinema, sem falar nas cidadezinhas coloniais ao longo do passeio e vilas de garimpeiros que foram cenário do ciclo de exploração do Diamante na região.

Situada no coração da Bahia, a 420km de Salvador, a Chapada Diamantina engloba os municípios de Lençóis, Andaraí, Palmeiras, Ibicoara e Mucugê. Seu parque nacional, criado em 1985, é um dos maiores parques de preservação do país com cerca de 152 mil hectares protegidos sob a administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A viagem começa por Lençóis, cidade de arquitetura colonial tombada como patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural – IPHAN em 1973. A cidade é a maior de todas da região, tem aeroporto inclusive, e seu centrinho é um charme! A minha escolha de hospedagem foi pela Estalagem do Alcino, onde está o melhor café da manhã da Chapada!! A pousada do artista plástico Alcino Caetano preserva a arquitetura colonial da cidade e é toda decorada com móveis antigos, azulejos e cerâmicas pintadas pelo próprio Alcino. Em seu ateliê (que fica dentro da pousada mesmo) ele desenvolveu uma técnica exclusiva na qual utiliza no lugar da tinta, argila dos garimpos da região. E o que falar do café da manhã?!! O zelo do próprio Alcino está em cada detalhe, tornando um verdadeiro ritual. Cada momento ele coloca na mesa comunal uma surpresa de sua cozinha, além das frutas com um sabor que só mesmo na Bahia!! As louças tem um toque do Alcino: ele mesmo pintou uma a uma. O que falar dos bolos e pães quentinhos, da tapioca feita na hora, do brownie, do iogurte de goiabada cascão e da manteiga com folhas frescas de manjericão?!!! Tudo feito na própria cozinha do Alcino, tudo mesmo! E cada dia era uma experiência nova, cada café um ritual diferente, teve dia com cara mais mineira, teve dia mais com toque árabe, mas algo que tinha todos os dias era o capricho do Alcino e de suas funcionárias! Fiquei mal acostumada…hahahah

 
   

  

  

  

  

  

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Perto de Lençóis ficam os Caldeirões do Serrano, o Ribeirão do Meio, a Cachoeira do Escorrega, a Cachoeira do Mosquito, Morro do Pai Inácio, Torrinha, Gruta Azul e Pratinha:

Cachoeira do Mosquito tem aproximadamente 60m e leva esse nome porque lá foram encontrados diamantes pequenos ou

Cachoeira do Mosquito tem aproximadamente 60m e leva esse nome porque lá foram encontrados diamantes pequenos ou “mosquitos” como são chamados na região.

Considerado um dos cartões postais da Chapada Diamantina, o Morro do Pai Inácio propicia uma das mais espetaculares vistas da região, e os morros

Considerado um dos cartões postais da Chapada Diamantina, o Morro do Pai Inácio propicia uma das mais espetaculares vistas da região, e os morros “achatados” caracterizam a paisagem típica desse lugar incrível!

Morro do Pai Inácio

Morro do Pai Inácio

Caminho da Gruta da Torrinha

Caminho da Gruta da Torrinha

Gruta da Torrinha

Gruta da Torrinha

Gruta Azul: localizada ao lado da Pratinha possui formação calcárea. Os raios solares que penetram pelas fendas da gruta e refletem em suas águas criando um visual mágico.

Gruta Azul: localizada ao lado da Pratinha possui formação calcárea. Os raios solares que penetram pelas fendas da gruta e refletem em suas águas criando um visual mágico.

Gruta da Torrinha: flores de aragonita nas pontas de helictites, agulhas de gipsita, bolhas de calcita, vulcões e a rara flor de aragonita dentro da bolha de calcita.

Gruta da Torrinha: flores de aragonita nas pontas de helictites, agulhas de gipsita, bolhas de calcita, vulcões e a rara flor de aragonita dentro da bolha de calcita.


   
     Aguardem os próximos posts sobre a Vila do Capão e Xique-Xique de Igatu!

Beijos!

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2 comentários sobre “Plano de voo: Chapada Diamantina – parte 1

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